Diário de um mentor que diz o que não pode ser dito

25 de outubro de 2010
     Hoje mandarei 2 textos autorais meus. Vai aí o primeiro que quando fiz estava na cabeça como uma forma de canção, de um rap...

Explorando uma mente ilícita 
Autor: Samuel Nascimento

Inspirações correndo pelos dedos,
Uma mente proibida para expressar,
Poluição visual no solo do desejo
E a cabeça nunca fora do lugar.

Abrindo portas de visões,
Sombras de soluções,
Sentido cheiro da emoção,
E amargando sentimentos na escuridão.

A severa babilônia diz o que é “certo” para mim
Manipula meus pais que dizem que o que faço é errado
Mas não sabe que a verdade é ser feliz
Independente se o que faço será julgado

Não me deixo levar pelo mercado da competição
Que diz “Sua felicidade é ter dinheiro meu irmão.
E é isso que te trará o devido respeito sangue bom.
E falo mais, você terá de fugir dos seus ideais,
Honrar o orgulho e esquecer a luta pela paz
Porque isso amigo, tu não usufruirás mais.”

Eu digo para ela que eu to nem aí,
Se eu vou ser excluído ou tachado de louco
Por pensar melhor em mim.
Pois eu sei que o que eu faço é pouco com relação aos loucos
Que também foram tachados assim
E que fizeram a diferença na história e na nossa infância
Expressando solos de palavras no som mundial de toda ignorância.

Então vai aí um solo de um homem que muito sabia que pouco sabia
Dizia que a vida é uma eterna aprendizagem, uma luta constante pela própria felicidade
Que veríamos muita avareza, e precisaríamos de muita destreza para mostrar sabedoria

Sei, só sei que nada sei. Por isso pesquisarei mais coisas sobre vocês
Para jogar as suas palavras contra a soberania que achas que é,
Que fala tanto do que é certo e esquece da sua própria fé
Que para mim, nem sequer existe, nem se quer condiz com o que você mesmo me diz.
O que é preciso para ser feliz? Ah isso eu ainda não sei,
Mas quando eu souber, não se preocupa, eu direi para vocês.

     O próximo texto são pensamentos durante uma pedalada da 13 para a Pontes Vieira
No dia eu gostei mais do que hoje, mas vai aí...


Na subida do asfalto
Autor: Samuel  Nascimento

 
Pedalando com a força da cabeça
Informando para os céus uma plena incerteza
De sentido de tempo e espaço
Num horizonte de poluição e asfalto

Máquina de lucida chapação
A cabeça com segredos de imaginação
Que nem engenheiros podem construir
As obras de um mundo onde só eu tenho acesso

Uma subida me faz dedicar mais esforço
Porém, desse caminho já tenho todo o esboço
Desviando de carros, onibus e caminhão
Disputando espaços nessa cidade em constante evolução

Vejo na cabeça tudo que o meu coração queria
Uma descida em segurança numa pequena ciclovia
Viagens que sercam a imaginação
Que mostram tamanha extensão de visão

Vejo meu destino se aproximar
É o trabalho, to pronto pra trampar
Aquescido pelo sol e cheio de energias
Banhado de suor, mas com a cabeça tranqüila.

Tranqüilidade total para a reprodução mental
E assim eu vou seguindo o resto do dia...
 
"Na tranqüilidade, tranqüilo. Demorou cumpade, tranqüilo."

 Frase do dia
"A arte é uma mentira que nos faz compreender a verdade." - Pablo Picasso

Desejo para todos os leitores desse humilde blog, paz e felicidade continua nessa última semana do mês, Samuel Nascimento.

                                                                                                                      

3 Críticas:

  1. meu bem, sou fã dos teus textos..
    mas eu ia achar tão mais massa se tu postasse um texto por vez! fica mais completo, cada texto com a sua individualidade..
    sucesso para o blog, gosto muito daqui.
    bjos.

  1. L e disse...:

    vlw pela dica Tamara, foi um equivoco meu msm
    se me prometer sempre acompanhar o blog farei textos ainda melhores! =D
    Samuel Nascimento

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